SAÚDE EM FOCO: Tonturas? Entenda quais motivos podem ocasioná-la

Resultado de imagem para tonturas e saudeQuando aquela sensação de que o ambiente ao redor parece girar mesmo que nada tenha se movido de verdade, o senso de equilíbrio corporal fica alterado e enjoos começam a surgir, é sinal de tontura.
Apesar de comum, sendo uma das queixas mais comuns nos ambulatórios, a tontura é a soma de sensações como vertigem, atordoamento, cabeça leve e instabilidade e não pode ser ignorada. Além de afetar completamente a capacidade do indivíduo de trabalhar, estudar, socializar e dormir, ela serve como um alerta de que o algo não está certo no organismo e precisa ser investigado.
As causas podem variar: labirintite, pressão alta, desidratação ou inflamação no ouvido. Para conseguir descobrir qual a origem desse sintoma é preciso observar outros comportamentos que poderão indicar o tratamento mais adequado para o problema.

Pressão baixa 
Também conhecida como hipotensão , a baixa pressão arterial geralmente é diagnosticada quando atinge valores iguais ou inferiores a 9 por 6 (90 mmHg x 60 mmHg).
Pode ser hereditária, mas também é ocasionada por fatores externos. Em alguns casos mais graves, é possível envolver perda de sangue – hemorragia - e reações alérgicas graves.
Os sintomas que caracterizam essa condição incluem, além da sensação de tontura, corpo frio e úmido, visão embaçada, zumbindo nos ouvidos e frequência cardíaca elevada.
O que fazer 
Ao perceber a queda de pressão, o ideal é deitar de barriga para cima e apoiar as pernas em uma cadeira, elevando-as acima da altura do resto do corpo.
Caso a pressão baixa esteja associada a dores de cabeça persistentes, fadiga e ansiedade, é importante procurar um médico, pois pode significar síndrome de hipotensão.
Se houver o uso de medicamentos, é preciso verificar com um médico ou farmacêutico para ver se isso pode estar contribuindo para o quadro. Fazer algumas modificações na dieta também pode ser eficaz.

Desidratação 
Além de ser uma causa de baixa pressão arterial, a desidratação em si também pode ser responsável por tonturas e vertigem. A condição pode ocorrer como resultado de insolação, diabetes, diarreia, vômitos, consumo excessivo de álcool ou exercício extenuante.
Os sintomas incluem sede, cansaço, urina escura, pele seca, boca seca, dores de cabeça, respiração rápida, falta de energia, confusão, irritabilidade e até mesmo desmaios.
O que fazer
Basicamente aumentar a ingestão de água. Se a desidratação estiver ocorrendo como um efeito colateral de vômitos, é necessário tomar um medicamento diurético ou consultar um médico.
A urina de pessoas bem hidratadas deve ser de cor amarela ou clara, por isso, para saber se está melhorando, é importante reparar nesse fator.

Ouvido inflamado 
Em caso de sensação de desequilíbrio, perda de audição ou ao tocar a região interna da orelha ouvir um zumbido, é possível que o ouvido esteja inflamado.
A acumulação de fluido nos ouvidos, a diminuição do fluxo sanguíneo, alergias e reações autoimunes são algumas das causas mais comuns.
O que fazer
A especialista recomenda a consulta com um médico para realização de exames, e eventual prescrição de medicamento.
Além disso, ela aconselha a redução do consumo de sal, cafeína, álcool e tabagismo.
Para alívio a curto prazo de tonturas causadas por problemas nos ouvidos, ela recomenda que o paciente deite e feche os olhos ou os conserve fixos em um objeto e mantenha essa posição por algum tempo. Evite também virar a cabeça rapidamente.

Vertigem posicional paroxística benigna
A vertigem posicional paroxística benigna (VPPB) é um problema específico do ouvido que causa repetidos e breves períodos de vertigem - tonturas com sensações de movimentação - ao mover a cabeça, deitar, virar ou levantar-se.
A VPPB é considerada a causa mais comum de vertigem, representando 20% dos casos. Os sintomas geralmente duram menos de um minuto.
O que fazer 
Recomenda-se evitar movimentos que possam provocar os sintomas de desconforto e visitar um médico caso o quadro não melhore.

Ansiedade e estresse 
Essas condições podem ser provocadas por situações extremas e, em casos mais sérios, podem ser sintomas de uma crise de pânico, quando associados a sentimentos de medo, transpiração, náusea, tremores e palpitações cardíacas.
Os disparadores desses sintomas são individuais e variam de pessoa para pessoa, podendo ser desde um choque ou trauma anterior para um acúmulo de estresse ao longo do tempo.
O que fazer 
Apesar de complexo, é possível enfrentar esse quadro a longo prazo com ajuda de terapias.
A curto prazo, aconselha-se respirar calmamente, devagar e profundamente. Ela também recomenda tomar chás naturais que ajudam a diminuir os sintomas e relaxar.
É necessário também verificar com um médico ou farmacêutico se há o uso de algum remédio que possa estar provocando essas sensações.

Enxaqueca
A vertigem muitas vezes pode ser um sinal de enxaqueca, particularmente aquelas acompanhadas de problemas na visão, náuseas e às vezes dor de cabeça.
O que fazer
Em termos de tontura associada à enxaqueca, evitar os gatilhos é a chave para a melhora. O estresse, a desidratação e a tensão do pescoço são alguns dos mais comuns.
Se já é tarde demais para parar a enxaqueca é possível fazer uso de remédios como paracetamol, aspirina ou ibuprofeno. Em casos particularmente dolorosos e contínuos, o ideal é procurar um médico.

Labirintite 
A labirintite é uma infecção no ouvido, que afeta o labirinto e as estruturas responsáveis pela audição e equilíbrio. Os sintomas comuns são as vertigens, náuseas, vômitos, perda auditiva, dor de cabeça e zumbido.
O que fazer 
Beber bastante líquido, repouso na cama e medicação contra a vertigem pode ajudar se o problema de labirintite for relacionado à infecção for viral, no entanto, o recomendado é procurar um médico o quanto antes para um diagnóstico adequado.

Fonte: Saúde - iG

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